segunda-feira, junho 30, 2008

Por amor aos nossos filhos, o nosso futuro

Será que ninguém vê? Será que ninguém escuta? Será que ninguém percebe? A indignação tem tomado conta de mim ultimamente por me ver cidadã de um país que patrocina a troca de sexo em detrimento da vacinação contra tantas doenças que, diga-se de passagem, já deveriam estar erradicadas. Por que as nossas crianças tornam-se reféns de uma sociedade que privilegia opção sexual em detrimento da saúde? Qual é a mente que tem guiado as decisões e movido o comportamento de nossa sociedade?

Não dá pra acreditar que nossas crianças não possam aprender a colaborar nas tarefas domésticas enquanto são expostas a máquinas de preservativos gratuitos instaladas em nossas escolas públicas? Qual é o parâmetro? Onde estão os resultados positivos de medidas tão arbitrárias? Que tipo de ser humano estamos levando para o futuro? Aquele que ainda em processo de formação toma decisões baseadas em seus impulsos e não tem a obrigação de dar satisfações a ninguém? Por que muitas vezes me sinto culpada por requerer de meus filhos um comportamento honesto e responsável, aos ensinar-lhes que se deve contar a verdade, que não se deve tratar o irmão com desdém, que a violência só gera violência, que não é preciso tirar vantagem do mais fraco, que não se deve deixar os brinquedos jogados pelo chão, que guardar os sapatos no lugar deixa o quarto mais bonito e higiênico... Por que se fala tanto na necessidade de educação para mudar a sorte de um país que jaz dominado pelo crime organizado enquanto se jogam pela janela padrões éticos e morais, princípios e valores em troca do que se crê ser politicamente correto. Que política é essa que expõe nossas crianças a práticas irresponsáveis que antes de conhecerem a si próprias já estão compartilhando suas emoções mais primárias com outras crianças que encontram-se na mesma situação?

Não consigo entender como estamos tão apáticos, inertes, diante de tanta calamidade. Não fazemos nada para nos manifestar, assistimos de camarote absurdos como esses e nem sequer nos damos ao trabalho de emitir nossa opinião. A cada dia cresce o número de usuários de entorpecentes em nosso país e nossos pesquisadores justificam esses resultados dizendo que agora os jovens pararam de mentir sobre seu contato com as drogas, porque hoje não há mais punição para o usuário. Será que estamos no mesmo planeta? Será que estamos falando de outros seres que não são humanos? Onde está a sanidade? Pra quê lutar pelo que é certo se cada um tem sua verdade? Por que nossas crianças e adolescentes têm sido acometidas de doenças como depressão e transtornos obsessivos ao passo que deveriam estar brincando felizes por terem em seu coração a certeza de que são amadas e que seus pais são suas maiores referências? Até quando vamos sofrer os danos de uma sociedade egoísta que põe os próprios sentimentos em detrimento do bem estar do outro e isso até mesmo no âmbito familiar? Pais que não conseguem abrir mão do direito de serem felizes ainda que isso custe a felicidade de seus filhos ou cônjuges! Quantas Isabellas serão atiradas e mortas por aqueles que deveriam mais do que tudo protegê-las e guardá-las? Aonde foi parar a moral, o pudor, a importância de vivenciar cada etapa da vida como ela realmente deve ser vivida? Por que nossas crianças e adolescentes precisam ter experiências emocionais enquanto não sabem distinguir seus próprios sentimentos? E ainda existem aqueles que têm a coragem de culpar um ser superior pelas atrocidades que nos cercam hoje. Mas será que eles sabem de quem estão falando? Quem é Deus? O que é Bíblia? O que é ética? Será que alguém tem essas respostas?

Essas são marcas de uma sociedade que não sabe da onde vem, e não faz a menor idéia de para onde vai. Pessoas que não sabem o que estão fazendo aqui nesse planeta, que lutam em favor de causas perdidas, que vivem de tentativas e erros, mas até quando? Ainda existe uma fonte, com respostas satisfatórias, com soluções lógicas, mas que não possui mais tanto valor nem mesmo para muitos daqueles que dizem segui-la. Em nome das crianças do meu país, da minha cidade, da minha vizinhança e do meu lar, clamo para que olhos sejam abertos e ouvidos estejam atentos para o rumo que estamos dando ao nosso futuro. Um futuro que não possui referências é um futuro fracassado.

Que Deus, aquele que dá a vida, e aquele que sabe exatamente como funciona cada célula do ser que ele mesmo criou, que esse Deus tenha paciência, longanimidade, mansidão, para suportar tantas decisões levianas e que ele retarde a sua justiça, pois quando sua ira foi manifesta contra os defeitos dos homens nem seu próprio Filho, sobre o qual não foi achado nenhum dolo, nem ele mesmo foi poupado da punição. Que Ele seja esperança e justiça e que eu não me venha achar indigna por não ter feito nada.

6 comentários:

Ligian disse...

Nossa, Su, compartilho da mesma indignação que você. Me dá até calafrios pensar num futuro tendo esse como nosso presente, mas, na certeza da volta daquele que fará perfeitas todas as coisas (Jesus), sigo olhando para o alvo, tentando não me abater e, com a ajuda de Deus, encaminhar os meus filhos para o lado oposto dessa sujeira toda.
bj

Anônimo disse...

O desespero bate mesmo, quando observamos fenômenos parecidos dentro da Igreja. A ignorância dos padrões divinos, e consequentemente a adesão aos modelos do mundo, têm destruído famílias e deixado um rastro de destruição lastimável! Temos tido várias pregações esses dias em nossa Congregação sobre família, e Deus tem mexido muito conosco como Igreja, e tem-nos feito rever muitas coisas. Estou relendo "Pastoreando o coração da criança" e város artigos sobre o tema. Só posso chegar a uma conclusão: Precisamos investir pesado como família e com Igreja, para salvar nossas crianças deste mundo corrupto e distante do padrão que as Escrituras nos fornece! Que Deus tenha misericórdia de nós, mães! Que Ele não nos encontre descansadas e negligentes, mas lutando desesperadamente para que nossos filhos conheçam e amem a Deus. Você já leu um material do Joel Beek entitulado"Trazendo o Evangelho aos filhos da aliança"? Acho que ainda não foi publicado, se vc quiser te mando uma cópia. É um material muito rico. Só assim mesmo, nos munindo das coisas de Deus, teremos forças de remar contra a maré! Grande beijo!

simone quaresma disse...

O desespero bate mesmo, quando observamos fenômenos parecidos dentro da Igreja. A ignorância dos padrões divinos, e consequentemente a adesão aos modelos do mundo, têm destruído famílias e deixado um rastro de destruição lastimável! Temos tido várias pregações esses dias em nossa Congregação sobre família, e Deus tem mexido muito conosco como Igreja, e tem-nos feito rever muitas coisas. Estou relendo "Pastoreando o coração da criança" e város artigos sobre o tema. Só posso chegar a uma conclusão: Precisamos investir pesado como família e com Igreja, para salvar nossas crianças deste mundo corrupto e distante do padrão que as Escrituras nos fornece! Que Deus tenha misericórdia de nós, mães! Que Ele não nos encontre descansadas e negligentes, mas lutando desesperadamente para que nossos filhos conheçam e amem a Deus. Você já leu um material do Joel Beek entitulado"Trazendo o Evangelho aos filhos da aliança"? Acho que ainda não foi publicado, se vc quiser te mando uma cópia. É um material muito rico. Só assim mesmo, nos munindo das coisas de Deus, teremos forças de remar contra a maré! Grande beijo!

Vinícius Cássio Barqueiro disse...

Suenia, que belo texto!

Também compartilho desta indignação! O mundo está cada vez mais contraditório e cego a isso.

Que Deus continue tendo misericórdia de nós, revelando-nos sua vontade e nos dando força, muita força para resistir a tantas loucuras e denunciá-las aos que nos cercam!

Bjo,
Vinícius

Cristiane disse...

Su, desculpe entrar em seu blog, mas vi no orkut...Tb compartilho de sua indignação, e tb vejo que nossa missão é árdua.Precisamos e somos escolhidos para fazer essa diferença seja onde for!!!Tenho tido inúmeras lutas em sala de aula e tenho vontade de parar de dar aulas sempre...mas é o ministério que o Senhor me deu e é com muito amor, mansidão e sabedoria que preciso exerce-lo...mostrando aos jovens a visão científica através dos conhecimentos bíblicos e mostrando com o meu viver sobre um caráter digno... louvo a Deus por sua vida pois através de sua profissão muitos olhos seram abertos!
Excelente a qualidade do texto.
Cristiane Batistela

Kelly disse...

Olá!
Desculpe sapear no seu blog, procurava no Google alguma coisa sobre o livro "pastoreando o coração da criança" e encontrei seu texto, gostei muito!
Trabalho no MInistério infantil a 20 anos e faço minhas suas palavras.
Gostaria de conversar mais c vc, existe algum e-mail para entrar em contato? Meu e-mail é kelycrisma@hotmail.com.
Muito Obrigada!
bjs