quinta-feira, setembro 26, 2013

Pra ser mãe tem que entender de engenharia?

Quando se vê um alto e suntuoso edifício, construído com elegantes materiais e apresentando um padrão estético exuberante, linhas simétricas, além da otimização de espaços e funcionalidade, não há como ignorar a mente inteligente por trás de tal feito. Serão muitas as atividades a se realizarem entre aquelas paredes. Ali está um teto, um abrigo, um refúgio.
Para se chegar a esse resultado, um sem número de tarefas foram empreendidas. Desde a análise do terreno até a decisão sobre o tipo de vidro que seria utilizado nas janelas. Mas há uma fase da construção que é simplesmente crucial pra que toneladas e mais toneladas de material de construção não desmoronem por alguma circunstância. O segredo, é claro, é o alicerce.
Um edifício com muitos andares, que vá abrigar diferentes atividades, necessita de uma fundação profunda e segura, de estruturas firmes, de fixação inabalável.
Pensando sobre isso, não pude deixar de fazer uma analogia a um outro tipo de edificação: a formação de um ser humano.
Educar nada mais é do que edificar, construir, pavimentar. É fornecer ao filho o material necessário pra que ele mesmo se torne um belo e sólido edifício, e seja relevante, útil, cumprindo o objetivo para o qual foi preparado.
Olhando pra nossa geração e percebendo o distanciamento de um ideal de comportamento que muitos de nós já sonhamos um dia, na verdade estamos observando o que fica à mostra numa edificação. Enquanto criticamos essa geração por seus valores deturpados, nos esquecemos de que há uma fundação por trás de cada “construção”, que não se pode ignorar! Aquilo que enxergamos, o resultado final dessa construção, é diretamente proporcional ao alicerce que a sustenta.
Como isso é sério! Ou seja:
As mães são o alicerce das futuras gerações!
Quando não preparamos bem o terreno, não aprofundamos as bases, não providenciamos bem as amarras e não usamos material de boa qualidade, isso vai condicionar o tipo de sociedade que veremos construída amanhã! Quando eu deixo a preparação do alicerce nas mãos de alguém que não tem o mesmo interesse naquele edifício do que eu, estou correndo o risco de ver meu pequeno prédio se desmoronar no futuro e muitos que ali se abrigariam, se refugiariam, irão desabar juntamente com ele.
Uma vez, Deus disse a Moisés que, para que seus filhos fossem bem educados e conhecessem os objetivos divinos para suas vidas, seria preciso um empreendimento dioturno. Moisés teria que instruir seus filhos ao se levantarem, ao se deitarem, ao andarem pelo caminho, escrevendo seus ensinamentos nos batentes das portas, inculcando em suas mentes aquilo que seria necessário para firmar aquela sociedade. Eles deveriam se tornar uma nação relevante e portadora dos padrões de Deus para todo o mundo!
Claro que os homens, os pais, também são responsáveis pela instrução de seus filhos, são os chefes de seus lares, mas sabemos que sua primeira obrigação está no sustento à sua família. Então eles precisam sair de casa, vão estar ocupados durante todo o dia, seu tempo com os filhos, embora muito precioso, será mais reduzido.
Enquanto isso, nós mães, como boas engenheiras, precisamos estar cientes de que as bases sobre as quais nossos filhos serão edificados devem ser sólidas, meticulosamente bem construídas, porque somos nós mães, não nossos filhos, as peças fundamentais para garantir a segurança das futuras gerações. 
Será que estamos suficientemente conscientes dessa responsabilidade?